Meu Perfil
Nome: Handrik
Idade: 21 anos
Nascimento: 05/05/1987 (guardem bem a data porque depois eu vou querer presente)
Onde Mora: São Paulo - SP
Quem sou eu: Descubra se for capaz
Histórico
01/06/2008 a 30/06/2008
01/04/2008 a 30/04/2008
01/02/2008 a 29/02/2008
01/01/2008 a 31/01/2008
01/12/2007 a 31/12/2007
01/11/2007 a 30/11/2007
01/10/2007 a 31/10/2007
01/09/2007 a 30/09/2007
01/08/2007 a 31/08/2007
01/07/2007 a 31/07/2007
01/06/2007 a 30/06/2007
01/05/2007 a 31/05/2007
01/04/2007 a 30/04/2007
01/03/2007 a 31/03/2007
01/02/2007 a 28/02/2007
01/01/2007 a 31/01/2007
01/12/2006 a 31/12/2006
01/11/2006 a 30/11/2006
01/10/2006 a 31/10/2006
01/09/2006 a 30/09/2006
01/08/2006 a 31/08/2006
01/07/2006 a 31/07/2006
01/06/2006 a 30/06/2006
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01/02/2006 a 28/02/2006
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Hora de dizer adeus para 2006. Sim, dentro de alguns dias estaremos celebrando a chegada de 2007. Não sou muito chegado a retrospectivas, mas confesso que 2006 apesar de todos os seus obstáculos e todas as dificuldades foi um ano mágico, o ano que nunca mais irá acabar para mim.
Um ano de descobertas, que os meus olhos pousaram sobre coisas jamais vistas, meus pés pisaram em lugares que nunca estive antes, pessoas maravilhosas cruzaram o meu caminho e contribuíram cada um a sua maneira para uma evolução no meu ser. Alguns obstáculos foram vencidos com êxito, outros nem tanto, algumas lágrimas, mesmo que não expressas no rosto tombaram da alma, as tempestades vieram, o inverno foi duro, mas a primavera também pairou sobre este mundo e com ela veio a renovação, amizades que se solidificam a cada dia, maturidade, capacidade para acreditar nos sonhos, uma ampliação dos meus horizontes. Não faltou fé para acreditar, nem forças para lutar. As palavras caíram como benção, e foram utilizadas nas mais diferentes situações, seja para expressar os sonhos, a visão de mundo de um aspirante a jornalista, as dores do dia-a-dia ou apenas para contemplar a grandeza da vida, as palavras foram fiéis companheiras.
Também não faltou carinho, carinho de todos estes amigos, que aos poucos foram chegando e se juntando e me envolvendo com suas palavras ternas, inteligentes, fraternais, criativas... Com estes amigos eu aprendi a amar mais, a contemplar mais os pequenos detalhes da vida. Foi com vocês que eu aprendi que sozinho não se pode nada, mas se juntarmos forças podemos transpor as mais árduas muralhas. Foi com vocês que eu aprendi a ser mais tolerante, a ser mais paciente, a falar menos e ouvir mais. De todas as lembranças de 2006, vocês amigos, serão as mais doces. Mesmo que um dia a vida por uma ironia, separe os nossos vagões ou este que vos fala tenha que descer do trem antes de vocês, mas para sempre carregarei a lembrança de cada um de vocês, cultivarei para sempre esta jóia chamada “amizade” comigo.
Faltam alguns dias para encerrarmos 2007 e somos vencedores por ter chego até aqui com paz e saúde, ao lado de pessoas especiais para a gente. É verdade que algumas coisas não saíram como a gente planejava, alguns planos não se concretizaram, mas não iremos desistir deles. 2007 está aí justamente para continuarmos a lutar por aquilo que nós acreditamos.
Um novo ano se anuncia e com ele novos sonhos e novos planos, mas também novos desafios e novos obstáculos irão se apresentar. Mas basta termos fé, acreditarmos em nossos sonhos para atenuarmos estes obstáculos e transpor-los com sucesso. Infelizmente lágrimas com certeza irão cair, as tempestades irão se abater, não há como negar. Este processo faz parte do curso de nossas vidas. Mas basta lembrarmos que a cada lágrima que cai, um ser novo surge dentro de nós. Que a cada tempestade que se abate, mais firmes e experientes ficamos.
Não irei me estender muito hoje, mas gostaria de deixar a seguinte mensagem para os freqüentadores do nosso querido mundo:
Que 2007 seja um ano de paz, amor e sucesso para cada um de vocês. Que continuemos unidos nesta amizade e que sempre possamos nos ajudar mutuamente. Desejo êxito a cada um de vocês em suas caminhadas. Não irei dizer que desejo que todos os sonhos de vocês se realizem em 2007, porque eu sei, são muitos. Mas desejo que parte deles se tornem reais. Que vocês tenham muita saúde e força para lutar. Muito amor para inspirar-los a cada dia. Muita fé para acordar a cada manhã e lutar por seus objetivos.Muita humildade para aprender. E que tenham capacidade de sorrir, mesmo naqueles dias em que tudo parece perdido e que o mundo virou as costas para vocês.
Que 2007 seja um ano de prosperidade e progresso em nossas vidas. E que possamos ao final do ano que vem, mais uma vez estarmos todos juntos.
Um forte abraço em todos, deste amigo sonhador: Handrik.
Feliz Ano Novo!!!
A partir de hoje entro em férias da blogsfera. Vou respirar ar puro, observar pela janela a chuva cair, enquanto uma criança abre os braços e sonha com a neve. Escutar aquela musica antiga na radio, assistir sessão da tarde, cochilar após o almoço e apenas observar os paulistanos apressados passarem. Bem que eu queria, mas será um pouco difícil.
Ficarei sem postar durante todo o mês de janeiro e conseqüentemente apenas visitarei os amigos, mas sem comentários. Tenho alguns assuntos pessoais para resolver, preciso imergir num dos idiomas que aprendo e o sucesso de 2007, basicamente dependerá daquilo que eu resolver em janeiro. Serão 4 semanas de dedicação, sem MSN, You Tube, Orkut ou qualquer coisa que desvie a atenção. Mas voltarei em fevereiro, espero que com boas notícias e uma forma mais coerente e inteligente de escrever também.
Então crianças, enjoy!!! Se beber não dirija. Fiquem com Deus!
FUUUUUIIIIII !

Apenas alguns dias para o natal. Dias de reencontrar aquelas pessoas queridas para nós, divertir-nos em volta de uma mesa farta, trocarmos presentes, nos desejar os mais sinceros votos.
Mas esta data não se resume apenas a trocas de presentes, diversão ou toda aquela propaganda capitalista que Hollywood encurte nas cabeças da “sociedade cristã ocidental”.
Esta data acima de tudo simboliza a renovação. Tempo de fazermos uma reflexão sobre nossas vidas, sobre as nossas atitudes, de nos aproximarmos mais de Deus (ou de uma força superior) independente da religião.
O natal nos faz lembrar de valores que há muito tempo foram perdidos pela sociedade ocidental: generosidade, paz de espírito, demonstrar o quanto amamos aquelas pessoas que são especiais para nós, tolerância... Quão bom seria se estes sentimentos fossem exercidos durante todo o ano e não ficassem apenas restritos há algumas semanas. Mas é só passar a época de festas, que viramos as costas para tudo isto, voltamos embrutecidos para as nossas batalhas cotidianas, esquecemos daqueles amigos distantes, esquecemos de mostrar o quanto são especiais os nossos familiares, já não somos tão generosos e em algumas ocasiões esquecemos de praticar a tolerância.
Ao longo dos anos o natal teve o seu verdadeiro sentido deturpado pela famigerada propaganda capitalista. Hoje o natal consiste na “celebração máxima da orgia capitalista no ocidente”. Mas o que significa mesa farta e presentes caros, quando para se sentir bem basta estarmos ao lado de quem nós amamos?
Apesar de toda a generosidade, de toda a onda de solidariedade que vemos através dos meios de comunicação, é no natal que as diferenças entre ricos e pobres neste país ficam mais evidentes. Enquanto muitos se acotovelam nos mais caros shoppings centers, preparam uma mesa farta e festas caríssimas, no outro lado deste país há pessoas que não tem se quer o básico para oferecer as suas famílias.
E para deixar esta diferença bem clara, na ultima semana, os deputados aprovaram um aumento de 91% nos seus salários (que deve atingir a casa dos R$24mil), mas para a União é impossível um salário mínimo de R$420.
Triste realidade de natal para os brasileiros, enquanto seus legisladores terão um natal de luxo, muitos de nossos compatriotas terão um natal no lixo.
Mas deixemos Brasília e seus ratos de porão de lado, esta é uma data para se falar de amor e de esperança. Então não seria demais acreditar que um dia esta nação será mais justa com os seus filhos, que nossas instituições serão mais sérias e ainda teremos uma cadeira no seio do G7, é natal e se tem gente que ainda acredita em Papai Noel, por que não podemos acreditar nestes tipos de coisa?
A todos os amigos do Handrik World, desejo um natal de muita paz e amor ao lado das pessoas importantes para vocês. Que esta seja uma data muito feliz e muito especial para todos vocês. Que a fé, a esperança e a generosidade sejam renovadas a cada dia dentro de seus corações. Nunca percam a capacidade de sonhar, nunca percam a capacidade de sorrir, nunca deixe seus corações se fecharem para quem vocês amam. Que vocês tenham uma noite inesquecível e não esqueçam o verdadeiro sentido desta data.
Um abraço em todos!!!
Joyeux Nöel!!!
Glückliches Weihnachten!
Merry Christmas!
Feliz Natal!!!

O ultimo dos cavaleiros do mal que reinaram na América Latina durante o período da Guerra Fria deixou o nosso mundo. Augusto Pinochet, o temido ditador chileno, que governou com mãos de ferro o Chile por 17 anos faleceu neste domingo sem ser condenado por seus crimes. Uma figura controversa e polêmica, o homem que tem sobre suas costas o peso de mais de 3.000 vidas é o mesmo que criou as bases para que o Chile se tornasse uma das mais fortes e dinâmicas economias da América Latina.
No final do inverno de 1973, após meses de agitação popular, crise econômica e greves trabalhistas, o já sem apoio governo de Salvador Allende de orientação marxista, foi destituído pelos militares chilenos liderados por Augusto Pinochet e com um forte apoio do governo norte-americano e de seu serviço secreto. Estava aí instalado um dos regimes mais brutais e autoritários do século XX na América Latina.
Nas duas décadas seguintes ao golpe, aqueles que defendiam os princípios democráticos, faziam oposição ao governo ou tinham ideais de tendências esquerdistas foram torturados pela polícia secreta, presos em campos de concentrações clandestinos, seus corpos jogados em valas comuns ou viraram comida de tubarão nas águas do Pacífico.
Com uma forte censura instalada e um clima de intimidação correndo o Chile de norte a sul, Pinochet promove uma série de medidas econômicas de cunho liberal, ou seja, apesar do forte controle político sobre a vida das pessoas, na área econômica houve uma gradual redução da presença do Estado. Nos primeiros anos da adoção de medidas como: redução de gastos do governo com o funcionalismo público, privatização de estatais e repressão dos movimentos sindicais, o Chile conheceu um largo crescimento e prosperidade econômica. Na década de 80, uma grande crise se abateu sobre o Chile, causada principalmente pela dependência chilena de empréstimos internacionais. Logo a guinada da taxa de desemprego e o descontentamento da classe média com o governo militar, fizeram com que Pinochet convocasse um plebiscito para referendar a continuidade de seu governo em 1988, sendo rejeitado por mais de 60% da população. Em 1990 Pinochet transferiria o poder para um civil eleito democraticamente.
Contra o ex-ditador, além de pesar sobre si a acusação de violação dos direitos humanos, ele também é acusado de corrupção e falsidade ideológica. Ainda no início dos anos 90 foram descobertas nos EUA, cerca de US$ 16 milhões ocultados em contas no banco Riggs e em empresas fantasmas em paraísos fiscais. Durante toda a década de 90 até o último dia 10 de dezembro, a justiça chilena lutava para uma condenação do ex-ditador, fosse por seus crimes contra a humanidade, fosse por corrupção. Preso no Reino Unido, extraditado para a Espanha e mantido em alguns momentos em prisão domiciliar no Chile, Pinochet consistiu numa verdadeira controvérsia dentro da jurisprudência internacional e numa prova de fogo para a jovem democracia chilena.
Pinochet se foi, mas a dor que ele causou as famílias das vítimas de seu regime irá perdurar por muito tempo e por muitas gerações. Para estas famílias a única forma de ter suas dores compensadas seria ver a justiça sendo feita, seria ver o ex-ditador sendo condenado por cada crime cometido, por cada vida interrompida, por cada lágrima derramada por estas famílias. Com a morte do ex-ditador sem nenhuma condenação judicial é como se não fosse colocado um ponto final naquela história que começou na noite de 11 setembro de 1973, há uma sensação de impunidade correndo o mundo hoje. O fantasma de Pinochet continuará rondando os pesadelos de suas vítimas e de suas famílias, e por um longo período o fantasma de Pinochet continuará rondando a vida política do Chile. Pinochet continuará provocando controvérsias entre os chilenos, alguns se lembrarão dele como o “Homem que livrou a pátria chilena do comunismo”, outros lembrarão dele como um “assassino déspota”. Ainda no final de sua vida, o ex-homem de aço teve a ousadia de se responsabilizar politicamente por todos os seus crimes, como se gozasse daqueles que esperavam a justiça, sabendo que nunca seria condenado.
Que Pinochet e seus crimes nunca caiam no esquecimento da humanidade, principalmente dos latino-americanos tendenciosos ao autoritarismo (seja ele de direita ou de esquerda), para que nunca mais vejamos tanto derramamento de sangue em nome de interesses de uma minoria ou em troca de liquidificadores e carros populares. A ditadura pode ter trazido benefícios econômicos para o Chile, mas o preço de sangue pago por este desenvolvimento custou muito alto e abriu feridas que nem o tempo e nem a história serão capazes de cicatrizar.

Como combinado cá estou de volta. Ainda um pouco cansado, com a mente e a alma pedindo alguns dias fora desta metrópole cinzenta e abafada. Respirar outros ares, ver outras paisagens, ouvir outros sotaques, me retirar alguns dias do combate recarregar as armas e tratar alguns ferimentos para poder continuar a luta.
E é em meio a esta luta, em meio a todos os combates e uma série de frustrações que alguém descobre o quão fascinante é viver. O ciclo da vida, o processo de aprendizagem, desde os primeiros passos até as coisas mais profundas que cercam a humanidade faz a vida ser bela.
É verdade que a vida tem os seus espinhos. E num primeiro momento estes espinhos machucam, abrem feridas, doem, mas eles são necessários para nos ensinar as grandezas da vida. São os espinhos que nos fazem lembrar que sem fé não podemos caminhar, são os espinhos que nos ensinam que sozinhos não somos nada, são os espinhos que nos fazem mais sensíveis á vida e nos despem do materialismo e arrogância tão típicos da natureza humana. E não adianta querer evita-los, porque sempre no final destes caminhos “floridos” há uma fera de boca aberta ou um abismo pronto para nos tragar.
Dizia no post passado que “Amor não é a mais fácil das tarefas”. E realmente não é. Porque amar não é apenas estar ao lado de uma pessoa, existe uma profundidade extrema atrás de “amar”. Em primeiro lugar, amor é um sentimento que não espera reciprocidade. A arte de amar consiste principalmente na tolerância, então quem ama, tem que ser capaz de fazer concessões, engolir o próprio orgulho e aceitar a pessoa amada com suas manias e fobias. Amar não é um sentimento possessivo, logo, quem ama não pode prender ninguém á si. Amar é sobretudo um sentimento mais espiritual do que carnal, sendo assim, há diversas formas de expressar o amor, que nem sempre se traduz em contatos carnais. Amar é ser companheiro, amar é ser confidente, amar é ser compreensível, amar é só de apenas olhar nos olhos da pessoa conseguir traduzir o que ela está sentindo. Amar é liberdade e libertador. Amar é saber dizer adeus, sem guardar magoas ou rancor e ainda por cima desejar felicidade. Amar é ainda mais; é saber dizer adeus e continuar tocando o barco sem fechar o seu coração. E se não for assim é obsessão.
É por estes e outros motivos que eu digo, que cultivar este sentimento tão sublime não é a mais fácil das tarefas. Ainda mais em dias em que as pessoas estão se entregando ao materialismo e a futilidade e esquecem os valores dos sentimentos, dias em que as relações mesmo as de amizade se tornaram algo tão leviano. Os risco de se decepcionar são bem grandes, mas nem será por isto que iremos nos negligenciar e desistirmos da felicidade (estranho como amor e felicidade se confundem, não? Mas para isto existe uma explicação lógica; quem ama é feliz, mesmo nas situações mais adversas).
Amar é divino, é sublime, é “tudibom” (não se espantem por um garoto estar falando estas coisas e nem me interprete mal). Amar é ser levado a um outro plano, é sonhar acordado, é ser anestesiado e não sentir a monotonia e ser vacinado contra a depressão. Felizes são os que amam, felizes são os que são amados.
Algo muito interessante ocorreu enquanto eu escrevia este post, o nosso amigo Dexy deixou um comentário que seguia basicamente o que eu estava escrevendo. Vejam: “...Olha amigo, amar não é tarefa fácil não (digo isto lá no meu blog) mas...necessário e bom. É uma das muitas artes da vida.Feliz de quem se arrisca amar.Por mais dor que tenha, amar nos põe em outra dimensão...”
Acho que isto completa tudo, ou simplesmente dispensa o meu grande texto, mas o comentário do amigo, acabou me encorajando mais a publicar o meu texto. Muito bom, aproveitem e façam uma visita a ele, o Dexy é um rapaz extremamente talentoso.
Não irei reler aquilo que eu escrevi, tenho certeza que se eu o fizer, apagarei tudo e não irei publicar nada. Então, desculpe-me se tiver algum erro de digitação ou estiver sem noção, não sou muito habilidoso com as palavras e nem tenho talento para escrever. Este blog surgiu da necessidade de alguém em expressar aquilo que pensava e sentia.
Meu corpo está possuído por uma imensa indolência. O clima quente e úmido típicos para esta época do ano, mexe com o meu humor, acaba com a minha disposição e com a minha capacidade de criação. Acordei (na verdade eu nem dormi a noite passada), disposto a virar para o lado e continuar dormindo pelo menos até às 10hs da manhã, mas o “meu inimigo de cabeceira” (aquele despertador com um barulho insolente), me arrancou abruptamente daquilo que começava a ser um sono profundo e reparador.
Cá estou, preso na minha Auchwitz particular (que algumas pessoas costumam chamar de “escritório comercial”), sem a menor vontade de trabalhar (aber, Das Arbeite macht frei), avistando pelas janelas o vai-e-vem de carros e pessoas, os edifícios altos e imponentes, soberbos, rasgando o céu cinza que anuncia mais uma semana de chuvas fortes sobre a megalópole.
Sim, lá fora a vida acontece, os homens fazem negócios e política. Nas ruas uma dança colorida com diversos sotaques e raças acontece. As pessoas se acotovelam por alguns centímetros de espaço nas famosas ruas comerciais paulistanas. As pessoas estão eufóricas, a cidade está contente, está generosa, está hospitaleira. É o clima pré-natal que faz esta cidade ferver. Porém hoje estou completamente apático a este clima, queria agora estar numa outra capital mais setentrional, vendo um famoso pôr do sol, que dizem ser o “mais belo” do mundo.
Entre um gole e outro de café, uma notícia e outra, lembrei-me que o prazo de minha quarentena sobre assuntos políticos havia expirado. E como aconteceram coisas nestes últimos quarenta dias. Apesar de estar quietinho estava acompanhando tudo de olhos bem abertos e com um senso crítico bem aguçado. Acompanho algumas manchetes no jornal e meu coração verde e amarelo (sim, eu sei, é clichê), pulsa forte, um pulsar de indignação. O que eu vejo são promessas feitas há 45 dias atrás já caindo por terra. E agora Brasil?
Chavez se reelege na Venezuela (viva a “democracia das republicas da banana”). Crescimento do Brasil deverá ficar abaixo dos 3% este ano (é isto que eles chamam de espetáculo do crescimento?). José Dirceu (o mentor intelectual do mensalão) quer ser anistiado pelo congresso e voltar à cena política (e quer que tudo pareça uma iniciativa da sociedade). Um país que reelegeu Lula, deu seu aval à Antonio Palloci (aquele mesmo que quebrou o sigilo bancário de um pobre caseiro) e boa parte do clube do LuLazinha, não será de se estranhar se estas 1.500.000 assinaturas necessárias para criar a MP apareçam do dia para a noite. Riscos da MP travar no congresso? Nenhum. É mais um caminho a ser aberto para a impunidade. Roubar e ser anistiado, é o que há.
E assim vamos escrevendo a “gloriosa história” da política brasileira em nossos livros de história. História do Brasil deveria ser proibida para menores de 18 anos, de tão pornográfica que está se tornando.
Mas hoje não é um bom dia para se trocar idéias sobre política. Meu corpo e minha mente pedem apenas um colchão, lençóis cheirando a “confort” e alguns pássaros do lado de fora embalando o meu sono. Então poderíamos falar sobre amor, já que é um assunto que tem me perseguido nos últimos dias. Para onde quer que eu vá, há alguém falando de amor. Estou cercado de amor, o que é tecnicamente bom, porém assustador ás vezes. Mas amor também é um assunto muito profundo, então prefiro ficar apenas com esta frase: “Amar não é uma tarefa fácil”.
Hoje as coisas estão assim, meio levianas, meio sem compromisso. Rendo-me ao cansaço, me rendo ao clima tropical do meu país, me rendo, me rendo, me rendo...
Volto ainda esta semana um pouco mais coerente.
Enquanto isto gostaria de indicar a visita a dois blogs amigos:
Escritora Caipira – A Débora é quem comanda a festa por lá. Tem um talento e uma experiência extraordinária na escrita (e de vida também). Vocês irão se encantar com os poemas e os textos dela. Aproveitem e levem uma broa de milho, o café quentinho feito no forno á lenha e a prosa de boa qualidade fica por conta da dona da casa.
Falando de amor – Como disse, o assunto “amor” tem me perseguido nos últimos dias. Então indico uma visita a minha amiga Analú, gaúcha de Porto Alegre, é trilegal o espaço dela que carinhosamente chamamos de “boteco”. Aliás está em festa esta semana. Vocês irão se deliciar com a sensibilidade, a experiência e a recepção calorosa de nossa amiga. Vale a pena.